Sobre a Dengue
A palavra dengue tem origem espanhola e quer dizer
"melindre", "manha". O nome faz referência ao estado de
moleza e prostração em que fica a pessoa contaminada pelo arbovírus
(abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus,
vírus oriundo dos artrópodos).
O que é
Dengue?
O
dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus (existem quatro tipos
diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4), que ocorre
principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil.
As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após
períodos chuvosos.
O
dengue clássico se inicia de maneira súbita e podem ocorrer febre alta, dor de
cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas costas. Às vezes aparecem manchas vermelhas
no corpo. A febre dura cerca de cinco dias com melhora progressiva dos sintomas
em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na
boca, na urina ou no nariz. Raramente há complicações.
O que é Dengue Hemorrágico?
Dengue hemorrágico é uma forma grave de dengue. No início
os sintomas são iguais ao dengue clássico, mas após o 5º dia da doença alguns
pacientes começam a apresentar sangramento e choque. Os sangramentos ocorrem em
vários órgãos. Este tipo de dengue pode levar a pessoa à morte. Dengue
hemorrágico necessita sempre de avaliação médica de modo que uma unidade de
saúde deve sempre ser procurada pelo paciente.
O que é Dengue Tipo 4?
O avanço do vírus tipo 4 da dengue pelo Brasil é uma ameaça à saúde pública.
Não pelo vírus em si, que não é mais nem menos perigoso que os tipos 1, 2 e 3,
mas pela entrada em ação de mais uma variação do microorganismo.
Existem
quatro tipos do vírus da dengue: O DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4. “Causam
os mesmos sintomas. A diferença é que, cada vez que você pega um tipo do vírus,
não pode mais ser infectado por ele. Ou seja, na vida, a pessoa só pode ter
dengue quatro vezes”, explica o consultor de dengue da Organização Mundial da
Saúde (OMS), Ivo Castelo Branco.
“Em
termos de classificação, estamos falando do mesmo tipo de vírus, com quatro
variações”, explica Marcelo Litvoc, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Do ponto de
vista clínico, são absolutamente iguais, vão gerar o mesmo quadro”, esclarece o
médico.
A
explicação do problema provocado pelo vírus 4 está no sistema imunológico do
corpo humano. Quem já teve dengue causada por um tipo do vírus não registra um
novo episódio da doença com o mesmo tipo. Ou seja, quem já teve dengue devido
ao tipo 1 só pode ter novamente se ela for causada pelos tipos 2, 3 ou 4.
“Quanto
mais vírus existirem, maior a probabilidade de haver uma infecção”, resume Caio
Rosenthal, infectologista e consultor do programa Bem Estar, da TV Globo. Se
houvesse só um tipo de vírus, ninguém poderia ter dengue duas vezes na vida.
A
possibilidade da reincidência da doença é preocupante. Caso ocorra um segundo
episódio da dengue, os sintomas se manifestam com mais severidade. “Existe
certa sensibilização do sistema imunológico e ele dá uma resposta exacerbada”,
afirma Litvoc.
Esta
reação exagerada do sistema imunológico é um problema. Pode causar inflamações
e, por isso, aumenta o risco de lesões nos vasos sanguíneos, o que levaria à
dengue hemorrágica. Um terceiro episódio poderia ser ainda mais grave, e um
quarto seria mais perigoso que o terceiro.
Qual a causa?
A
infecção pelo vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes
aegypti, uma espécie hematófaga originária da África que chegou
ao continente americano na época da colonização. Não há transmissão pelo
contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água
ou alimento.
Como tratar?
Não existe tratamento específico para dengue, apenas
tratamentos que aliviam os sintomas.
Deve-se ingerir muito líquido como água, sucos, chás, soros caseiros, etc. Os
sintomas podem ser tratados com dipirona ou paracetamol. Não devem ser usados
medicamentos à base de ácido acetil salicílico e antiinflamatórios, como
aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.
Sintomas
da Dengue
Dengue Clássica
Febre alta com início súbito.
Forte dor de cabeça.
Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
Perda do paladar e apetite.
Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo,
principalmente no tórax e membros superiores.
Náuseas e vômitos·
Tonturas.
Extremo cansaço.
Moleza e dor no corpo.
Muitas dores nos ossos e articulações.
Dengue hemorrágica
Os sintomas da
dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando
acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:
Dores abdominais fortes e contínuas.
Vômitos persistentes.
Pele pálida, fria e úmida.
Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
Manchas vermelhas na pele.
Sonolência, agitação e confusão mental.
Sede excessiva e boca seca.
Pulso rápido e fraco.
Dificuldade respiratória.
Perda de consciência.
Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente,
apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a
pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da
Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.
O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores
pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O
aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor
abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução
para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata
atenção médica, pois pode ser fatal.
É importante procurar orientação médica ao surgirem os
primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com
outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para
indicar o grau de gravidade da doença.
Prevenção da Dengue
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A prevenção é a única arma
contra a doença.
A melhor forma de se evitar a
dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a
criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não
acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de
refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores,
garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e
lixeiras, entre outros.
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